Reinventar a escola.
Para Candau, a educação tem sido vista cada vez mais como produto. Além disso, existe a desvalorização do profissional da educação, o que torna o ensino problemático em nossas escolas. Para a autora, é necessário construir ecossistemas educativos, ou seja, ampliar e reconhecer diferentes espaços de produção da informação e do conhecimento. Seria importante que as funções educativas ajudassem a formar pessoas capazes de serem sujeitos conscientes de suas opções e ações, e não meros reprodutores. Para isso, seria necessário promover a apropriação do conhecimento e pluralizar os saberes, infatizando a dinamicidade, flexibilidade e a diversificação de leituras de um mesmo fenômenos (mostrando diferentes pontos de vista), debates e construção de opiniões plurais.
Minha escolarização, embasada nos anos 90, tinha ainda essas formas de transmitir conhecimento sem que pudéssemos muitas vezes nos posicionar criticamente. O professor era o detentor do saber e muitas vezes não permitia que os alunos se opusessem. Por outro lado, haviam professores(as) que nos provocava a falar e a ter posicionamento sobre determinados assuntos. O que acontecia, porém, era muito visível: acostumados, os alunos, a serem ouvintes, quando é chegada a hora de se expressar acontece uma intimidação. Porém, acredito que promover a reconstrução de conhecimentos é extremamente importante. Visar, acima de tudo, os alunos como sujeitos subjetivos e autônomos, não como massas amorfas prontas para receber um manual de instalação – é a chave principal dessa empreitada educacional.
Pluralizar as ideias sempre, ainda que soe utópico acreditar.




